
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Sessão cinema narrada por Rafaela.
“Sexta feira, 18:34. Resolvi ligar para Pietro.
— Amor…
— Diz Rafa.
— Tem alguma coisa pra fazer hoje?
— Não tenho não. Por que?
— Vem aqui em casa. Aluguei uns filmes. Aposto que você vai gostar.
— Tá bom, daqui uns vinte minutos eu chego. Beijo.
Ele desligou o telefone. Eita mania chata do Pietro. Ele gosta de despedir-se e desligar o telefone, nem tenho tempo para mandar um beijo. Tudo bem, estou acostumada.
Pietro era pontual. Meia hora depois a campainha aqui de casa tocou. Era ele, com sua mochila. Isso era algo habitual, quando ele vinha aqui pra minha casa, ele trazia a mochila dele abarrotada de coisas. Ele trouxe até uns filmes, mas eu já tinha alugado uns cinco filmes.
Antes de assistirmos os filmes, fomos jantar. Pietro adora cozinhar. Ele cozinha bem demais. Já fez até aqueles cursos para ser um daqueles mestre cucas. Macarrão era o prato da vez. Eu adoro quando ele faz macarrão. Tenho descendência italiana, adoro massa.
Jantamos. Como sempre, a comida estava dos deuses. Conversamos um pouco, demos risada. Tomamos uns drinques. Pietro sabia fazer os melhores drinques de todos. Ai que namorada chata que sou, só sei elogiar Pietro. Mas ele é o melhor namorado do mundo. Bem, ele é meu primeiro namorado. Na verdade, é meu primeiro e único namorado. Tenho certeza que nenhum é igual a ele.
Terminamos de jantar e resolvemos assistir os filmes. Estava friozinho. Comecei a fuçar a mochila do Pietro e encontrei um moletom dele. Eu sou apaixonada pelos moletons dele. Sou apaixonada por tudo dele. Mas os moletons dele tem o cheiro dele. E eu amo o perfume dele.
Coloquei o filme, e começamos assistir. Começamos por assistir um filme de suspense. Eu não gosto muito de filmes de suspense, mas Pietro adorava. E tudo que ele adorava acabava ficando legal. Sei lá, ele é incrível. Ele me fez começar a gostar de assistir filmes de comédia, eu sempre odiei filmes de comédia. Terminado o filme de suspense, assistimos outro, dessa vez, era um de comédia. Pietro gargalhava. Eu gargalhava junto. A risada dele é gostosa, sinto vontade de rir também. Ele é todo perfeito.
O filme acabou, começamos a assistir outro. Era um romance. Pietro e eu adorávamos romances. Ele ficava todo bobo assistindo filmes assim. Deitei no peito dele e fiquei ali até o fim do filme. O peito de Pietro aconchegava-me. Eu sentia-me protegida. Não sei explicar. Ficar ali, é a melhor coisa do mundo. Mas vamos voltar a falar sobre os filmes. O filme era cheio de altos e baixos. Ora era um romance normal, como todos os outros. E outrora era um romance caótico, cheio de brigas.
Por fim, o casal do filme, brigou. Eles brigaram e por impulso, Júlia, a protagonista do filme, pegou suas coisas e foi embora. Pegou um ônibus e foi para sua cidade natal. Só que, no meio do caminho, o ônibus em que Júlia estava, envolveu-se em um acidente e ela acabou morrendo.
Eu ainda estava deitada no peito de Pietro quando olhei para cima, para ver se ele não tinha dormido. Era tarde. Já tínhamos assistido dois filmes. Ele é dorminhoco. Era bem capaz de ter dormido. Mas não. Olhei para cima e percebi que ele estava acordado.
— Ei, Pietro.
— Oi…
— Pera aí, você tá chorando?
— Não. Eu não tô chorando. É só um cílio que caiu no meu olho. — Disse ele tentando disfarçar as lágrimas.
— Para de desculpa esfarrapada. Eu sei que você tá chorando.
— Eu não tô chorando, Rafaela!
— Você não me engana Pietro.
— Tá bom, eu tô chorando. Satisfeita?
— Bobo.
— Você não respondeu minha pergunta.
— Que pergunta?
— Tá satisfeita?
— Não é isso.
— Então é o que?
— Por que você tá chorando? Tu nunca chora assistindo filmes.
— É que… Sabe… Eu…
— Fala logo Pietro, desembucha!
— Eu tenho medo de te perder Rafaela. É isso.
— Olha aqui, tu nunca vai me perder, bobo.
— Não?
— Por que eu deixaria o único homem capaz de me fazer feliz ir embora? Quando eu fico um dia sem falar contigo, eu fico preocupada. Eu fico com medo, tenho medo que tenha encontrado alguém melhor do que eu. Mas seus beijos apaixonados no outro dia, provam pra mim que você não encontrou alguém melhor do que eu. Eu tenho um medo danado de ter perder também Pietro. Mas eu não sou tão idiota a ponto de deixar você ir embora. E pra falar a verdade, o bem que você me faz, ninguém mais é capaz de fazer. Eu te amo Pietro, eu te amo.
Os olhos de meu pequeno encheram-se de lágrimas. Ele simplesmente me deu um abraço, e falou para mim.
— Ei.
— Diz.
— Posso te contar uma coisinha?
— Pode Pietro, claro.
— Você é a única pessoa capaz de me fazer feliz. Você é a melhor namorada do mundo. Você é a mulher da minha vida. Eu te amo Rafaela, eu te amo.
Não tive nenhuma reação. Eu simplesmente beijei-o. Ele abraçou-me, novamente. E outra vez, eu me senti protegida. Me senti segura. Sem dúvidas, eu estava do lado da melhor pessoa do mundo, da única capaz de me fazer feliz. Os braços dele confortavam-me. Eu estava em boas mãos. Pietro cuida de mim. Pietro me faz a mulher mais feliz do mundo. E sabe de uma coisa? Eu tenho o melhor namorado do mundo e não me canso de dizer isso.” Arthur — (in-seguro)